Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Geni e o Zepelim


publicado por oha às 19:29
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Retornos de la invariable poesia

 

"¡Oh poesía hermosa, fuerte y dulce,

mi solo mar al fin, que siempre vuelve!

¿Cómo vas a dejarme, cómo un día

pude, ciego, pensar en tu abandono?

Tú eres lo que me queda, lo que tuve,

desde que abrí a la luz, sin comprenderlo.

Fiel en la dicha, fiel en la desgracia,

de tu mano en la paz,

y en el estruendo triste

de la sangre y la guerra, de tu mano.

Yo dormía en las hojas, yo jugaba

por las arenas verdes de los ríos,

subiendo a las veletas de las torres

y a la nevada luna mis trineos.

Y eran tus alas invisibles, era

su soplo grácil quien me conducía.

¿Quién tocó con sus ojos los colores,

quién a las líneas contagió su aire,

y quién, cuando el amor, puso en su flecha

un murmullo de fuentes y palomas?

Luego, el horror, la vida en el espanto,

la juventud ardiendo en sacrificio.

¿Qué sin ti el héroe, qué su pobre muerte

sin el súbito halo de relámpagos

con que tú lo coronas e iluminas?

¡Oh hermana de verdad, oh compañera,

conmigo, desterrada,

conmigo, golpeado y alabado,

conmigo perseguido;

en la vacilación, firme, segura,

en la firmeza, animadora, alegre,

buena en el odio necesario, buena

y hasta feliz en la melancolía!

¿Qué no voy a esperar de ti en lo que me falte

de júbilo o tormento? ¿Qué no voy

a recibir de ti, di, que no sea

sino para salvarme, alzarme, conferirme?

Me matarán quizás y tú serás mi vida,

viviré más que nunca y no serás mi muerte.

Porque por ti yo he sido, yo soy música,

ritmo veloz, cadencia lenta, brisa

de los juncos, vocablo de la mar, estribillo

de las simples cigarras populares.

Porque por ti soy tú y seré por ti sólo

 

lo que fuiste y serás para siempre en el tiempo."

 


publicado por oha às 19:14
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Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Cantiga de Amor


publicado por oha às 19:20
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Domingo, 26 de Abril de 2009

Ana e António

"A Ana e o António trabalhavam
na mesma empresa.
Agora foram ambos despedidos.
Lá em casa, o silêncio sentou-se
em todas as cadeiras
em volta da mesa vazia.

«Neo-realismo!» dirão os estetas
para quem ser despedido
é o preço do progresso.

Os estetas, esses, nunca
serão despedidos.

Ou julgam isso, ou julgam isso."

 


publicado por oha às 22:05
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Sábado, 25 de Abril de 2009

Grândola Vila Morena


publicado por oha às 22:31
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25 de Abril Sempre


publicado por oha às 18:37
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Entre partir e ficar

"Entre partir e ficar hesita o dia,
enamorado de sua transparência.

A tarde circular é uma baía:
em seu quieto vai e vem se move o mundo.

Tudo é visível e tudo é ilusório,
tudo está perto e tudo é intocável.

Os papéis, o livro, o vaso, o lápis
repousam à sombra de seus nomes.

Pulsar do tempo que em minha têmpora repete
a mesma e insistente sílaba de sangue.

A luz faz do muro indiferente
Um espectral teatro de reflexos.

No centro de um olho me descubro;
Não me vê, não me vejo em seu olhar.

Dissipa-se o instante. Sem mover-me,
eu permaneço e parto: sou uma pausa"


publicado por oha às 21:19
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Cheetah


publicado por oha às 21:18
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Da condição humana

 

"Todos sofremos.
O mesmo ferro oculto
Nos rasga e nos estilhaça a carne exposta
O mesmo sal nos queima os olhos vivos.
Em todos dorme
A humanidade que nos foi imposta.
Onde nos encontramos, divergimos.
É por sermos iguais que nos esquecemos
Que foi do mesmo sangue,
Que foi do mesmo ventre que surgimos."



 


publicado por oha às 21:04
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Clandestino


publicado por oha às 20:58
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Sábado, 18 de Abril de 2009

Indie Lisboa 2009

 

http://www.indielisboa.com/

 

 

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publicado por oha às 10:08
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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
 


publicado por oha às 22:17
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Flores del Paraguay


publicado por oha às 08:44
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Oh Naia

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publicado por oha às 08:36
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Onde os deuses se encontram

 

"Não busques não esperes

Como procurar a nudez do simples?
Os deuses encontram-se no refúgio aberto sombreado

O círculo dilata-se e dilata-nos
O lugar revela-se no esplendor da luz

O mar levanta as suas lâmpadas brancas

Diz de novo a fascinante simplicidade

Diz agora as minúcias
deslumbrantes
arcos na areia insectos frutos

Tanta luz tanta sombra iluminada!"

 


publicado por oha às 08:20
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Cultura

" A aquisição de cultura significa uma elevação constante, servida por um florescimento do que há de melhor no homem e por um desenvolvimento sempre crescente de todas as suas qualidades potenciais, consideradas do quádruplo ponto de vista físico, intelectual, moral e artístico; significa, numa palavra, a conquista da liberdade"


publicado por oha às 19:27
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Fado


publicado por oha às 08:33
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Versos Escritos N'água

"Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho.
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão.

Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e, talvez,
Lhes acharás, tu que me lês,
Alguma sombra de beleza...

Quem os ouviu não os amou.
Meus pobres versos comovidos!
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou."
 


publicado por oha às 08:30
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

O Cantador


publicado por oha às 21:19
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Sábado, 4 de Abril de 2009

Mar


publicado por oha às 19:12
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Poema

"O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo"

 


publicado por oha às 19:10
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Família de retirantes


publicado por oha às 11:15
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Protesto contra a lentidão das fontes

"Vazaram-se as luas da savana

ossadas pálidas emigraram

dos corpos para o chão

ajoelharam-se os bois

exaustos de carregarem o sol

 

Escureceram as horas

nomeadas pela fome

extinguiu-se o sangue da terra

esvaiu-se o leite

num coágulo de saudade

 

Restam troncos

sustendo gemidos

mães oblíquas sonhando migalhas

mendigando crenças

para salvar os filhos já quase terrestres

 

Quem protege estes meninos

feitos da chuva que não veio?

Que casa lhes havemos de dar?

 

Amanhã

qunado se entornarem os cântaros do céu

as aves voltarão a roçar a lua

e as cigarras espalharão o seu canto

 

Mas dos meninos

talhados a golpes de poeira

quantos restarão

para saudar o amanhecer dos frutos?"


publicado por oha às 10:48
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