Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

It´s not me


publicado por oha às 00:39
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Construir a paz


publicado por oha às 00:30
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Ser

 

"Cansada expectativa tão ansiosa
que ser só eu na minha vida espalha!
Na longa noite em que se tece a malha
do que não serei nunca, fervorosa

minha presença rútila e curiosa
arde sombria como um arder de palha,
curiosa apenas de saber se goza
o voar das cinzas quando o vento calha

lá onde o levantá-las é verdade.
Inutilmente se mistura tudo,
que a mesma ansiedade, já esquecida,

de novo recomeça. Mas quem há-de
contrariá-la? Eu não, que não me iludo:
Viver é isto, quando se é só vida. "
 

 


publicado por oha às 00:28
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Felinos


publicado por oha às 00:22
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Crepúsculo

 

"É quando um espelho, no quarto,
se enfastia;
Quando a noite se destaca
da cortina;
Quando a carne tem o travo
da saliva,
e a saliva sabe a carne
dissolvida;
Quando a força de vontade
ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato
se equilibra...
E quando às sete da tarde
morre o dia
- que dentro de nossas almas
se ilumina,
com luz lívida, a palavra
despedida. "
 

 


publicado por oha às 00:20
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Love is love


publicado por oha às 20:02
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Poesia de Resistência Palestina

 

Com os dentes

 

"Com os dentes
Defenderei cada polegada da minha pátria
Com os dentes

E não quero nada em troca dela
Mesmo que me deixem pendurado
Nas minhas veias

Aqui permaneço
Escravo do meu amor...
à cerca da minha casa
Ao orvalho...e às géis flores do campo

Aqui continuo
E não poderão derrubar-me
Todas as minhas dores

Aqui permaneço
Com vocês
No meu coração

E com os dentes
Defenderei cada polegada da terra da pátria
Com os dentes "
 

(Tawfic Zayyad) 

 
 
Basta-me permanecer em seu regaço 

 

 

"Basta-me morrer em meu país
aí ser enterrada
dissolver-me e aí ser reduzida a nada
ressuscitar erva em sua terra
ressuscitar flor
que uma criança crescida em meu país arrancará
basta-me estar no regaço de minha pátria
estar perto dela como um punhado de poesia
um raminho de grama
uma flor"
 

(Fawda Tugan)

 

 


publicado por oha às 22:43
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008

Companheiros

 

"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."

 


publicado por oha às 13:03
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Vilarejo


publicado por oha às 12:54
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Pernoitas em mim

 

"pernoitas em mim
e se por acaso te toco a memória...amas
ou finges morrer

pressinto o aroma luminoso dos fogos
escuto o rumor da terra molhada
a fala queimada das estrelas

é noite ainda
o corpo ausente instala-se vagarosamente
envelheço com a nómada solidão das aves

já não possuo a brancura oculta das palavras
e nenhum lume irrompe para beberes"

 


publicado por oha às 12:46
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Não à energia nuclear


publicado por oha às 13:24
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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

A flor


publicado por oha às 16:37
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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

Azul II

 

"noite de vulcão mais que acordado peço-te
deixa-me em paz;
e grão de areia sendo
sopra-me como se precisasses de
empunhar e empurrar
uma pedra não amigável.
e rompe o céu através de mim;
joga-me verticalmente contra as
tuas vísceras mais aladas,
faz-me brilhar na velocidade,
desaparecer no contacto químico
com o universo.
chama-me átomo e cospe-me.
preciso de não estar aqui."

 


publicado por oha às 22:56
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008

Long Way Round - Street Children in Mongolia


publicado por oha às 16:08
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A viagem do elefante

 

"...porque a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltariamos a encontrar-nos."

 


publicado por oha às 15:34
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Paris, 1969


publicado por oha às 15:28
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Eu pertenço à fecundidade...

 

“Eu pertenço à fecundidade
e crescerei enquanto crescem as vidas:
sou jovem com a juventude da água,
sou lento com a lentidão do tempo,
sou puro com a pureza do ar,
escuro com o vinho da noite
e só estarei imóvel quando seja
tão mineral que não veja nem escute,
nem participe do que nasce e cresce.

Quando escolhi a selva
para aprender a ser,
folha por folha,
estendi as minhas lições
e aprendi a ser raiz, barro profundo,
terra calada, noite cristalina,
e pouco a pouco mais, toda a selva.”
 

 


publicado por oha às 10:37
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008

Arrábida


publicado por oha às 10:09
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

Utopia

 

"A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar"
 

 


publicado por oha às 22:28
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Entrei no café com um rio na algibeira

 

"Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino."
 


publicado por oha às 22:26
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Acto Revolucionário

 

"O acto revolucionário é um acto livre por excelência"

 


publicado por oha às 22:22
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Amazónia para sempre


publicado por oha às 00:45
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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Menino do Bairro Negro


publicado por oha às 23:11
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Che

 

" Eu tive um irmão 
Não nos vimos nunca 
mas não importava. 

Eu tive um irmão 
que andava na selva 
enquanto eu dormia. 

O amei ao meu modo, 
lhe tomei a voz 
livre como a água, 
caminhei às vezes 
perto de sua sombra. 
meu irmão desperto 
enquanto eu dormia. 

Meu irmão mostrando-me 
por detrás da noite 
a sua estrela eleita. "

 


publicado por oha às 13:21
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008

Ode à poesia

 

"Perto de cinqüenta anos
caminhando
contigo, Poesia.
A princípio
me emaranhavas os pés
e eu caía de bruços
sobre a terra escura
ou enterrava os olhos
na poça
para ver as estrelas.
Mais tarde te apertaste
a mim com os dois braços da amante
e subiste
pelo meu sangue
como uma trepadeira.
E logo
te transformaste em taça.
Maravilhoso
foi
ir derramando-te sem que te consumisses,
ir entregando tua água inesgotável,
ir vendo que uma gota
caia sobre um coração queimado
que de suas cinzas revivia.
Mas
ainda não me bastou.
Andei tanto contigo
que te perdi o respeito.
Deixei de ver-te como
náiade vaporosa,
te pus a trabalhar de lavadeira,
a vender pão nas padarias,
a tecer com as simples tecedoras,
a malhar ferros na metalurgia.
E seguiste comigo
andando pelo mundo,
contudo já não eras
a florida
estátua de minha infância.
Falavas
agora
com voz de ferro.
Tuas mãos
foram duras como pedras.
Teu coração
foi um abundante
manancial de sinos,
produziste pão a mãos cheias,
me ajudaste
a não cair de bruços,
me deste companhia,
não uma mulher,
não um homem,
mas milhares, milhões.
Juntos, Poesia,
fomos
ao combate, à greve,
ao desfile, aos portos,
à mina
e me ri quando saíste
com a fronte tisnada de carvão
ou coroada de serragem cheirosa
das serrarias.
Já não dormíamos nos caminhos.
Esperavam-nos grupos
de operários com camisas
recém-lavadas e bandeiras rubras.

E tu, Poesia,
antes tão desventuradamente tímida,
foste
na frente
e todos
se acostumaram ao teu traje
de estrela cotidiana,
porque mesmo se algum relâmpago delatou tua família,
cumpriste tua tarefa,
teu passo entre os passos dos homens.
Eu te pedi que fosses
utilitária e útil,
como metal ou farinha,
disposta a ser arada,
ferramenta,
pão e vinho,
disposta, Poesia,
a lutar corpo-a-corpo
e cair ensangüentada.

E agora,
Poesia,
obrigado, esposa,
irmã ou mãe
ou noiva,
obrigado, onda marinha,
jasmim e bandeira,
motor de música,
longa pétala de ouro,
campana submarina,
celeiro
inextinguível,
obrigado
terra de cada um
de meus dias,
vapor celeste e sangue
de meus anos,
porque me acompanhaste
desde a mais diáfana altura
até a simples mesa
dos pobres,
porque puseste em minha alma
sabor ferruginoso
e fogo frio,
porque me levantaste
até a altura insigne
dos homens comuns,
Poesia,
porque contigo,
enquanto me fui gastando,
tu continuaste
desabrochando tua frescura firme,
teu ímpeto cristalino,
como se o tempo
que pouco a pouco me converte em terra
fosse deixar correndo eternamente
as águas de meu canto."

 


publicado por oha às 16:24
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O poder dos sonhos

" Creio que não há sonho mais belo do que o de um mundo onde o pilar fundamental da existência seja a fraternidade, onde as relações humanas sejam sustentadas pela solidariedade, um mundo onde todos compartilhemos da necessidade de justiça social e actuemos em coerência"


publicado por oha às 14:32
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008

Liberdade para crescer


publicado por oha às 00:35
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

José Saramago

"Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferente ainda é muito pouco. Quando se tolera, apenas se concede, e essa não é uma relação de igualdade, mas de superioridade de um sobre o outro."


publicado por oha às 19:01
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

963 milhões de pessoas

"A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) denunciou nesta terça-feira que 963 milhões de pessoas passam fome no mundo em 2008, o que supõe 40 milhões a mais do que há um ano, anunciou nesta terça-feira o director-geral da agência da ONU, Jacques Diouf."

 

Fonte: Agence France-Presse

 

http://www.fao.org/

 


publicado por oha às 21:40
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008

Os rios atónitos

 

"Há palavras a dormir sobre o seu largo
assombro
Por exemplo, se dizes Quanza ou dizes Congo
é como se houvesse pronunciado os próprios
rios
Ou seja, as águas
pesadas de lama, os peixes todos e os perigos
inumeráveis
O musgo das margens, o escuro
mistério em movimento.

Dizes Quanza ou dizes Congo e um rio corre
Lento
em tua boca.

Dizes Quanza
e o ar se preenche de perfumes perplexos.

E dizes Congo
e onde o dizes há grandes aves
e súbitos sons redondos e convexos.

E dizes Quanza, ou dizes Congo
e sempre que o dizes acorda em torno
um turbilhão de águas:
a vida, em seu inteiro e infinito assombro."
 


publicado por oha às 19:46
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Energia solar


publicado por oha às 09:33
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Cavalo marinho

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publicado por oha às 09:32
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É preciso acabar com o lixo nas praias

 Imagem      


publicado por oha às 09:18
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Domingo, 7 de Dezembro de 2008

Amnistia Internacional

 

 

 

 

 

 

"Thousands are held prisoners for their beliefs in conditions worse than this. Write until you free them all"

 


publicado por oha às 09:57
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Sábado, 6 de Dezembro de 2008

Materiais para confecção de um espanador de tristezas

                                                                                                                                      

"tinha aprendido que era muito importante criar desobjectos.

certa tarde, envolto em tristezas, quis recusar o cinzento. não munido de nenhum artefacto alegre, inventei um espanador de tristezas.

era de difícil manejo – mas funcionava."

 


publicado por oha às 16:12
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Redondo Vocábulo


publicado por oha às 10:22
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

O futuro?


publicado por oha às 21:54
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Letra para um hino

"É possível falar sem um nó na garganta.
É possível amar sem que venham proibir.
É possível correr sem que seja a fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

 

É possível andar sem olhar para o chão.
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros.
Se te apetece dizer não, grita comigo: não!

 

É possível viver de outro modo.
É possível transformar em arma a tua mão.
É possível viver o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

 

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre, livre, livre."

 

 


publicado por oha às 22:54
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E ao anoitecer


"e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia"

 


publicado por oha às 22:33
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Livro do desassosego

"Faço paisagens com o que sinto"

 

(Bernardo Soares)


publicado por oha às 22:30
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